Mostrando postagens com marcador Entradas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entradas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma tarde inteira no Pitangueiras

Acho que este será nosso último review sobre esse o restaurante, porque, né? Para os leitores do Saboreando, o Restaurante Pitangueiras não é novidade. Tampouco é inédito no blog o prato principal que mostramos hoje, mas sempre temos uma novidadezinha para mostrar por aqui...

O Pitangueiras está localizado no Sambaqui, entre o Restinga e o Posto da Alfândega. Nos finais de semana está sempre cheio, desde a hora do almoço até final de tarde, dá uma amenizada só à noite. Portanto, saia de casa sem pressa preparado para aguardar por uma mesa. Para sua espera se tornar menos cansativa, faça como nós e peça caipirinha de pitanga (R$14,50) e algum aperitivo enquanto aguarda.




Em última visita para um almoço tardio de sábado, esperamos um tanto até conseguirmos uma mesa para três. Ainda no lado de fora, em mesinha de espera, pastéis de camarão (R$5,50) que me fizeram queimar a ponta da língua de tão quentinhos. Estavam ótimos.




Infelizmente as sardinhas fritas (R$14,30) que pedimos juntamente com os pastéis, que eram para ter vindo como entrada, só chegaram à mesa com os principais. Demorou pacas e fomos obrigados a reclamar umas duas vezes...




Quando chegaram, ficamos assustados com o tamanho das sardinhas, gorduchas e grandalhonas. Valeu para provar algo diferente no restaurante, mas não as pediríamos de novo. Sardinha tem que ser pequena e bem fritinha para tirar só a espinha maior e conseguir comer as fininhas, senão fica cansativo. Outro pedido que também deixou a desejar foi o camarão à milanesa que além de nada barato (R$42,90), estava oleoso, com a casquinha desgrudando e meio que sem sabor. Na verdade, eu tinha me esquecido que não curtia o camarão à milanesa do Pitangueiras, já tinha noção disso após outras experiências...




Alguns sucos (R$5) e cervejas (R$10) depois, hora do principal. Esse, sim. Já contei para vocês sobre o Linguado com alho poró na primeira vez que o experimentei e do repeteco. O sabor continua maravilhoso como sempre, já, o preço subiu bastante, de R$72 (preço inicial) para R$91,20. Mesmo assim é um prato que vale o valor pago. Comemos em três e ainda sobrou, daria até para quatro se as entradas fossem mantidas, ou seja, é bem servido. O sabor é muito bom, uma combinação certeira entre linguado, alho poró e funghi porcini. Vem acompanhado de arroz branco e farofinha boa para misturar ao molho.




Quando olhamos o cardápio tínhamos gostado de vários pratos, mas, para não errar, fomos naquele que conhecíamos e, bom, deu no que deu: comemos demais e muito bem, obrigada.

A conclusão dessa experiência é a que eu já tirei em outras tantas ocasiões no restaurante. É um restaurante mediano com algumas delícias e outras que deixam a desejar. Aos poucos vamos descobrindo o que vale e o que não vale a pena pedir por lá. O pastel e o linguado, por exemplo, nos parecem boas pedidas.


Ambiente: ♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥
Preço: $$$
Sabor: ♥♥♥


Endereço: Rod. Rafael da Rocha Pires, 2861 Sambaqui - Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3335 0398
Horário de funcionamento: De quarta a segunda-feira das 11:30 às 24:00
Estacioanamento: Sim
Aceita cartão: Sim

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Jay Bistrô - Jurerê Internacional

Apreciávamos a gastronomia do extinto The Double Seven, comida e drinks. Infelizmente, com o fechar das portas do lounge, os pratos da Double ficaram na lembrança. Entretando, o Chef Eudes Rampineli havia nos alertado que abriria um restaurante bacana em Jurerê, então, aguardamos a novidade. Em dezembro de 2013, surgiu o Jay Bistrô, restaurante fruto da sociedade entre Eudes e o tenista mais querido do Brasil, nosso manezinho Guga Kuerten.

Confesso que demoramos a conhecer o Jay. Mas, assim que esbarrei com Eudes no coquetel da Quote", loja de minha amiga Déborah, lembrei-me de marcar uma visita ao restaurante. Sexta-feira, frio e nada de reserva. Levamos sorte que em poucos minutos nos acomodamos em uma das mesas do Jay. #Dicasaboreando: Faça reserva.

O restaurante está localizado no térreo de um prédio, como se fosse um salão. Não qualquer salão. O ambiente que comporta um número seleto de mesas é requintado, todo envidraçado, com luz nem tão baixa e nem tão clara, perfeita para conseguirmos enxergar a comida e termos uma noite aconchegante.

No cardápio, bom número de pratos, nada extenso. A carta de vinhos é apresentada no formato interativo via tablet, por onde escolhemos o vinho Fausto de Pizzato Merlot 2011 (R$72) que já havíamos degustado no Circuito Brasileiro de Degustação deste ano, acompanhado de duas águas sem gás (Acqua Panna - R$12).

O carpaccio de filé mignon, com lascas de parmesão, pinoli e azeite trufado (R$34) deu inicio ao nosso jantar. Carne de uma finura delicada contrapondo ao granulado do parmesão e à crocância do pinoli, tudo isso regado com aromático azeite trufado... Bom demais. Aliás, o que não vai bem com azeite trufado? As fatias de pão tostado estavam quentinhas e macias, também merecem menção. 

Os principais estão divididos entre massas, risottos, pescados e carnes. Os escolhidos foram Polvo Thai e ossobuco (ambos R$59). A apresentação do prato de polvo é encantadora, referência ao mar, com espuma e tudo. O polvo é grelhado, acompanhado de delicada terrine de batatas ao curry e molho de laranja com gengibre e dedo de moça. Adorei o molho adocicado, a maciez do polvo e a textura das batatas finamente fatiadas. O ossobuco com gnocchi de batata baroa já era nosso velho conhecido, pedido frequente na Double. Como de se esperar, delicioso. Ganhou um "up" com a colherinha para raspar o tutano.





Para encerrar o jantar com chave de ouro, uma sobremesa que também carregávamos na lembrança: Chocolate em texturas (R$16). A explosão de chocolates que já era gostosa, ficou ainda melhor nessa versão preparada com brownie, sorvete de chocolate, crumble de Óreo, espuma de chocolate, brigadeiro, crocante e calda de Nutella quente que é colocada na hora (R$16). 

Um jantar super agradável nesse restaurante em Jurerê em que recebemos atendimento nota dez. Eudes nos contou que está elaborando novos pratos para entrarem no cardápio e outros saírem, portanto, esperem por novidades. Gasto total: R$290,50.




Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Preço: $$$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Jay Bistrô
Endereço: Avenida dos Búzios, 1136 - Jurerê Internacional. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3364-5997
Horário de funcionamento: De terça a sábado das 19:30h às 24h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Não

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Meat Shop Grill Florianópolis

Sexta-feira, quase 10 horas de uma noite chuvosa, chegamos no Meat Shop Grill, localizado na SC-401. Isso é hora de comer carne? Se for gostosa como as do Meat Shop, sim (entretanto, não vou mentir que tivemos dificuldade para dormir depois).

Parece que todo mundo teve a mesma ideia naquela noite, pois a área interna do restaurante estava lotada. Esperamos nas mesas de fora até vagar um lugar na área de dentro. Estava tão frio que roubei uma jaqueta de Claudio. Não via a hora de entrar ou de pelo menos sermos atendidos. Na verdade, quando chegamos fomos atendidos prontamente, avisados que precisaríamos esperar e recebemos o cardápio. Escolhemos um vinho e uma entrada, mas demorou um tempinho até a atendente voltar novamente. Como estávamos de ótimo humor, notamos a demora, mas não nos aborrecemos. Assim que conseguimos, pedimos uma garrafa do argentino Antis Cabernet Sauvignon 2012 (R$42) e couvert (R$10,50). O vinho ficou gostoso com o decorrer do tempo e o couvert desde o início. Cestinha de mini pães caseiros, manteiga, pasta de roquefort e caponata de berinjela. Esse couvert estava ótimo, pães quentinhos e caponata maravilhosa.









O Meat Shop iniciou suas atividades em 2011, em Santa Cruz do Sul (RS), como boutique de carnes especializada em cortes especiais de novilhos jovens de origem européia de produção própria e de produtores parceiros da região. A proprietária Elisabeth Schreiner, médica veterinária, sabe muito acerca de ovinos e bovinos, e também entende tudo sobre o processo de produção e controle de qualidade de cortes nobres. Em 2003 abriu sua loja de carnes em Florianópolis que oferece aos clientes cortes provenientes de frigoríficos certificados pela mesma, incluindo produtos importados da Argentina e Uruguai, além de produzir seus próprios embutidos artesanais e cortes temperados.

A pedido de seus clientes, em 2007 criou o restaurante Meat Shop Grill junto à loja, servindo cortes ao estilo argentino. O ambiente do Meat Shop é um chalé de madeira extremamente aconchegante que chegamos a nos esquecer que estamos na Ilha da Magia. Combina demais com inverno, frio, vinho e carne.

A nossa noite foi embalada por música ao vivo, samba gostosinho que custou, na ocasião, couvert artístico de R$12 por pessoa, mas o valor depende do dia e da apresentação (varia de R$10 a R$20). Assim que nos sentamos no salão, o atendimento foi ótimo!

Como a maioria dos pratos do cardápio são individuais e estávamos cheios de dúvidas do que pedir, optamos pela Parrilla Meat Shop Grill para duas pessoas (R$97). Esta é composta por assados de tira (costela), linguiça Meat Shop, sobrecoxa de frango desossada, entrecot e carré de cordeiro, leva cerva de 35 minutos para ficar pronta, de acordo com o cardápio, mas não aguardamos muito.

A parrilla chega acompanhada de purê de batata, arroz branco, chimichurri, vinagrete e farofa que podem ser repetidos quantas vezes for necessário. Repetimos farofa, vinagrete e chimichurri que estavam muito bons e que, para nós, são acompanhamentos que combinam demais com carne - o arroz, por exemplo, nem foi tocado.

Começamos pelo carré que estava sensacional, macio, suculento e cheio de sabor. Dividimos a linguicinha que também estava saborosa. Mas, quem me conhece, sabe que esperava mesmo pelo assado de tira, né? O assado estava muito bom, mas não foi o melhor que já experimentei. Comemos demais e quase não sobrou espaço para o frango. Na verdade, não sobrou, mas dei uma garfada para dizer que pelo menos provei. Claudio ficou encarregado de encerrar os trabalhos. Pedimos mais um vinho, dessa vez de 375ml, Antis Malbec (R$25) que agradou mais que o primeiro.







Jantamos muitísismo bem. É uma boa dica de onde comer carne em Florianópolis. Além de gostoso, o Meat Shop é um local super agradável para quem quer uma noite um pouco mais agitada, não tanto quanto em um bar, nem tão pacata quanto um simples restaurante. Vou contar para vocês que fiquei com vontade de dançar e juro que se a música continuasse até o final da segunda garrafa, certamente eu teria me levantado, timidamente, mas dançado.

Valor total do jantar com couvert e 10% de R$222,00.


Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥
Preço: $$$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Meat Shop Grill
Endereço: Rodovia SC-401, km 10.954 - Santo Antônio de Lisboa. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3234-9548
Horário de funcionamento: Almoço: Domingos das 12h às 16h. Jantar: Sextas e sábados das 20h às 24h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Receita da Semana: Camarões à guilho



Desde quando provei camarões à la guilho anos atrás na Marisqueira Sintra, me apaixonei. Falando em Marisqueria, estou devendo um post sobre o restaurante aqui para vocês. Em breve terá. (Resolvido!)

O camarão à guilho é um prato comum em Portugal e Espanha que consiste em basicamente três ingredientes: camarão, alho, azeite de oliva. É perfeito como entrada para ser comido com pães. Eu adoro e quem prova, aprova.

Ingredientes:
- 500g de camarão limpo e descascado
- 1 cabeça de alho
- 1 vidro de azeite de oliva
- 1 colher de sopa de sal grosso
- 1/2 pimenta dedo de moça

Modo de preparo:
1. Tempere os camarões com sal grosso e pimenta picadinha. Reserve.
2. Aqueça o azeite de oliva em uma wok. Quando o óleo tiver quente, mas não borbulhando, coloque o alho picado e a pimenta.
3. Acrescente os camarões. Quando começarem a ficar rosados, despeje o restante de sal grosso que ficou no recipiente onde estavam os camarões.
4. Desligue o fogo. Sirva com pães fatiados.



Bom apetite!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Toca da Garoupa - Frutos do mar no Centro de Floripa

Primeira vez que o tradicional Toca da Garoupa aparece aqui no Saboreando Floripa. Apesar de funcionar desde 1996 no Centro de Florianópolis, sendo que a história do restaurante teve início em 1986 em Jurerê (as duas, atualmente, possuem donos distinos), não é um local que eu costumo ir. A qualidade e sabor dos pratos são inquestionáveis, porém estranho um restaurante de frutos do mar no centro da cidade, ainda mais uma cidade rodeada por praias. Restaurantes como Ponta das Caranhas, Antônio's e Porto do Contrato, por exemplo, apresentam preços semelhantes aos da Toca da Garoupa, porém estão localizados em bairros mais interessantes. Mas, para quem quer comodidade e não se importa em pagar caro como garantia de comer bem, a Toca é muito boa.

Bebemos cervejas e começamos o jantar com camarões médios crocantes, uma entrada de camarões lindos e muito saborosos ao preço de prato principal, R$63,90 por 300g. Como falei, o preço salgado, mas sabor exemplar.




Um dos pratos mais solicitados é a muqueca de garoupa, ótima para o inverno. Ela acompanha arroz de açafrão, pirão do caldo e farofa com azeite de dendê (R$130). Talvez o prato mais em conta do restaurante, pois informa ser para 2 pessoas, mas serve mais que isso com certeza. A muqueca é deliciosa, bem condimentada e com garoupa carnuda. Para quem curte, um prato e tanto.




Outro que está na lista dos mais pedidos é o Camarão à Toca com catupiry. São camarões médios gratinados ao molho branco e três queijos (mussarela, parmesão e catupiry), que acompanham arroz e batata frita (R$140). Para mim, o mais gostoso dos pratos da noite.

Como estávamos em seis, pedimos mais um prato e foi suficiente. Polvo nero di sépia (R$122): Tentáculos de polvo cortados, misturados com arroz, tinta de lula e cheiro verde.  Polvo macio e arroz mais durinho e molhado. Apesar de aprovar também, é um prato com sabor marcante. Acho que é daqueles "ame ou odeie", sabem?





Parece-me que a Toca da Garoupa mantém seu público cativo, pois, aparentemente continua dando certo durante tantos anos. Apesar de não ir à Toca com frequência, acho um excelente restaurante.

Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Preço: $$$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Toca da Garoupa
Endereço: Rua Alvez de Brito, 178 - Centro. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3223-1220
Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 12h às 15h e das 19h às 24h. Sábado, domingos e feriados das 12h às 16h e das 19h a 24h.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Cantina Sangiovese para um almoço tranquilo em Santo Antônio de Lisboa

Voltávamos da Praia Brava (Florianópolis) e estávamos em busca de um restaurante com comidinha gostosa para um almoço chuvoso de domingo. Optamos pela Cantina Sangiovese para almoçarmos uma massa bem quentinha.

O estacionamento é amplo, o que garante ao restaurante vantagem em relação a outros na mesma região de Santo Antônio de Lisboa - que não vou repetir ser meu bairro favorito, prometo. Poderíamos sentar nas poucas mesas da varanda coberta, mas preferimos uma mesa cativa dentro do salão, no finalzinho, ao lado direito de quem entra.

Fomos atendidos por um funcionário que não conhecíamos, não tão simpático quanto outros que estávamos acostumados. Como já passamos pela Cantina diversas vezes, sei que o atendimento do restaurante geralmente é de ótimo para cima, portanto, não me abalei. Fomos logo pedindo um vinho argentino Las Moras Malbec 2012, 375ml, pois depois teríamos compromissos. O escolhido foi suficiente e estava gostoso, tanto que optamos por beber o mesmo vinho dias depois em jantar na Forneria Catarina.

Juntamente com o vinho, veio a entrada que escolhemos, Caponata Italiana (R$22) feita com cebola, abobrinha, pimentão, etc. e muito azeite. Uma caponata diferente das que estamos acostumados a comer, com vegetais cortados em tirinhas e sabor extremamente leve. Boa pedida para comer com pãezinhos e vinho, bem como fizemos.






Relutei para não pedir meu prato favorito da Cantina, o Spaghetti de funghi acompanhado de filé mignon recheado com tomate seco e gorgonzola (R$92), já que é o que sempre peço por lá. Estava na hora de algo novo. Nem tão novo assim... Na verdade, escolhemos o Fettuccine de manjericão com paleta de cordeiro (R$92) que já tínhamos experimentado em um jantar degustação na Sangiovese. Como na outra vez foi uma porção pequena, consideramos essa a nossa primeira real experiência com o prato que chegou à mesa exalando fumaça e aroma.






A massa estava incrível, servida al dente. A paleta estava em um corte diferente, com a carne se desmanchando e super suculenta. Aliás, molho é o que não faltou. Adoro isso. Nos deliciamos e em nenhum momento me arrependi da escolha. Um prato que está no mesmo nível do mignon que ainda não deixou de ser meu queridinho.





Comemos bastante, repetimos algumas vezes e mesmo assim sobrou. Não muito, mas sobrou o suficiente para uma refeição contida. Pedimos para levar para casa, mas acabou que esquecemos na mesa a nossa sacolinha. Poxa vida.

Estávamos mais que satisfeitos, prestes a ir embora quando fomos agraciados com uma gostosa sobremesa de nosso amigo, o Chef Helton Costa que deu uma passada rápida em nossa mesa para nos dar boas vindas e trocar algumas palavras, assim como o também proprietário e sempre gentil Alberto Wirth.

Cerca de R$160 pagaram nosso almoço.




Ambiente: ♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥
Preço: $$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Endereço: Rua Padre Lourenço Rodrigues de Andrade, 496 - Santo Antônio de Lisboa. Florianópolis/SC
Telefone: (48)3371-1200
Horário de funcionamento: Terça a sexta das 19:00h às 24:30h. Sábado:  12:00h - 16:30h / 19:00 - 24:30h. Domingo: 12:00 - 16:30h.
Estacionamento: Sim
Aceita cartão: Sim

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Marhaba Lebanese Cuisine - Jurerê

Meu primeiro contato com culinária árabe foi em minha própria cidade, Florianópolis. Desde criança meus pais me levavam para almoçar no único restaurante que servia esse tipo de comida que existia na época. O tal restaurante, apesar de ter mudado de localização, funciona até hoje e ainda é a única opção que muitos acreditam existir em Floripa. Depois dele, continuei experimentando e me apaixonado cada vez mais por esses sabores em outras cidades e países.

Na semana passada o Saboreando foi convidado para conhecer um restaurante de culinária libanesa que abriu suas portas há 2 anos em Jurerê. Apesar de não ser um local relativamente novo, pouco se ouviu falar a seu respeito. Ficamos animados em conhecer o Marhaba Lebanese Cuisine, pois, não apenas apreciamos a culinária, como a descendência de meu namorado Claudio é libanesa (Nagib Zattar não deixa negar). Um retorno às origens.



O ambiente é pequeno, colorido e decorado. Tecidos, tapetes e objetos decorativos garantem a temática do restaurante. Alguns objetos e produtos estão à venda, como bules e souvenirs. Não pensem que apenas o clima foi criado para que os clientes se sintam em um pedacinho do Líbano. Também. O proprietário é verdadeiramente libanês, simpático e sorridente que recebe os clientes com "-Marhaba!" - cumprimento árabe, equivalente ao nosso "Olá".







O restaurante é agradável e familiar. Sextas, sábados e domingos o ambiente ganha mais animação com apresentações de dança e música distribuídas durante a noite. Como fui em uma sexta à noite e não sabia das atrações, levei um susto quando a música começou a subir. É divertido!

Durante o mês de agosto está ocorrendo o "Festival Árabe" no Marhaba no almoço e jantar. São 7 pratos tradicionais da culinária libanesa a R$35,90 por pessoa: hommus, babagannuj, coalhada, quibe cru, quibe assado, fatouch e mjadra.

Durante todo o jantar, bebemos chops que chegaram sempre gelados. Os proprietários escolheram alguns itens do cardápio para nos apresentarem um pouco do que o restaurante tem para oferecer. Juntamente com pães árabes, coalhada seca (R$17,90) e  babagannuj feito com polpa de berinjela grelhada, temperada com tahine, alho e sal (R$18,90). Duas pastinhas cremosas e saborosas.





Adoramos hommus, mas nunca havíamos experimentado o hommus à moda libanesa, pasta de grão de bico coberta com carne moída temperada com especiarias (R$21,70). Combina tanto! Por falar em especiarias, todos os temperos utilizados na produção dos pratos são trazidos do Líbano, um diferencial e tanto.

Foi aqui que me impressionei pela primeira vez por um quibe frito (R$26,90). Acho que eu nunca tinha comido nenhum excepcional, sempre bons, mas nenhum que chamasse a atenção. Esse, porém, foi o melhor quibe frito que já comi. Tinha um sabor diferente, um toque de adocicado, não sei dizer. O sabor era suave, a casquinha seca e crocante e o recheio muito bom, bem molhadinho. É recheado com carne moída, cebola e nozes, e se diferencia do restante da massa, como deve ser.

O tabule (R$26,90) também chamou minha atenção por conter menos trigo do que os tabules que encontramos por aí e leva bastante (mesmo) salsinha. Segundo Claudio, o verdadeiro tabule árabe. Os charutinhos - que esqueci de bater foto - são preparados em folha de parreira, exatamente como gostamos, pequenos e fininhos.




Talvez fora a combinação hommus + carne moída, até então nenhum prato que vocês não tenham provado algum dia, certo? Essas são comidinhas mais tradicionais mesmo, mas o Marhaba tem um cardápio diversificado, com pratos mais diferentes. Experimentamos um deles, escolhido sem titubear pelo namorado, o Fatti de cordeiro (R$119).




A apresentação é apetitosa e a descrição também: pernil de cordeiro cozido com grão de bico, coalhada temperada em especiarias e coberto com amêndoas.




Quem me acompanha há mais tempo aqui pelo blog sabe que Claudio é mega fã de cordeiro e eu fui aos poucos me adaptando ao sabor forte da carne. Quando fomos para Turquia, praticamente todos as refeições incluíam cordeiro e tomei gosto. Devagarinho e sempre. 

O sabor do fatti é marcante. Provavelmente não agradará quem não se arrisca muito nessa carne, mas será prato cheio para quem ama cordeiro. Nós adoramos, muito bom. Parece que todos os ingredientes casaram direitinho entre si, sabem? Carne e grão de bico macios, coalhada marcante e tudo isso coberto com fatias fininhas e crocantes de pão árabe. Um prato, para nós, diferente e cheio de sabores. Adoramos conhecê-lo. No cardápio existem várias opções para vegetarianos e muitos dos pratos podem ser pedidos em 1/2 porção.

Para encerrar a noite e ter um jantar completo, arrematei um doce árabe feito com cabelinho de anjo, mel e pistache (R$6,50).




A vontade era a de continuar no restaurante e provar outros pratos. Adoro poder experimentar novos sabores, ainda mais em um lugar bacana em minha própria cidade. Ah! Para quem curte, aluguel de arguile a R$15. Certos que voltaremos, nos despedimos dos simpáticos proprietários e do ambiente acolhedor.


Endereço: Alameda César Nascimento, 322 - Jurerê. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3266-3161
Horário de funcionamento: Terça a sexta das 18h às 24h, Sábado das 12h às 24h e domingo das 12h às 22:30h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim