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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sempre amor no João de Barro

Novamente no João de Barro. A fome era pouca, então fomos direto para o prato principal, que não consegui que fosse outro: Talharim João de Barro com filé mignon, carro chefe da casa.

Em outra visita, comi esse prato sozinha, por mais que o garçom dissesse que era bem servido. Dessa vez, pedimos um prato e meio e para nós dois e foi suficiente. Se você nunca foi ao João de Barro, vá. Se você já foi, mas não pediu esse tralharim, peça. Se você já foi, já pediu, repita a dose! Cada garfada nesse talharim delicioso feito com massa de crepe é como andar nas nuvens.




Quando terminávamos de comer, as luzes se desligaram e começou o Rancho de amor à Ilha, momento que por mais que não seja surpresa para muitos, é sempre bem vindo. Depois de fogos, luzes se acendem formando uma singela, mas importante palavra de agradecimento.





Encerramos o jantar com panquecas de doce de leite com sorvete de creme. Sempre amor no João de Barro...





Cem reais foi o valor do jantar.

Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Preço: $$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Endereço: Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1166 - Cacupé. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3335-6003
Horário de funcionamento: Das 19h às 01:30 (Domingo só almoço 12h/16h. Fecha segundas. Dezembro a maio: das 17h/01:30h).
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Jantar vegetariano no João de Barro

Em dezembro, fomos convidados a conhecer um prato novo do cardápio do restaurante João de Barro (já falado aqui). A surpresa do prato que ainda não estava disponível para ser saboreado pelos clientes era totalmente sem carne, item da categoria de pratos vegetarianos. Não me causou apavoro, pois vindo da cozinha do João de Barro, coisa ruim não iria ser. Mas, curiosidade, muita curiosidade.

Na visita em questão, combinamos de conhecer o espaço da Pizzaria Lorenzo's, no mesmo terreno do restaurante. Ficamos por lá e iniciamos o jantar com a escolha de um vinho. Acatamos a sugestão do garçom, o Carmenère chileno Surazo. Seu nome, "Surazo", significa o vento que corta os vinhedos do Vale do Rapel, onde está situada a vinícola Santa Monica.




Como entrada, nossa dúvida era entre o carpaccio ou a provoleta da casa. Ficamos com a segunda opção.




Hum, que cheirinho bom! A panelinha de ferro chegou fervendo e borbulhas saíam do queijo. A melhor parte é a das beiradas, em que o provolone fica torradinho, com outra consistência. 

Enquanto aguardávamos pelo prato principal, nos divertíamos com a capa do cardápio, uma colagem de várias placas e anúncios engraçados.




Fora a diversão com as imagens, todos os clientes da Lorenzo's foram prestigiados com a apresentação do proprietário, que soltou seu vozerão com músicas argentinas. Minha máquina estava surtada e não consegui bater foto desse momento.

Não registrei uma foto do prato na íntegra, pois quem foi à nossa mesa conversar um pouco e nos servir foi a matriarca, Diana. Portanto, a atenção no momento ficou para o que ela tinha a nos dizer...




A curiosidade, enfim, foi sanada. Um prato elaborado com moranga, grão de bico e muito queijo. Maravilhoso! Meu receio era quanto ao namorado, que não é acostumado a comer comidinhas assim, mais leves... A surpresa boa é que ele também gostou muito e me garantiu que não sentiu falta de nenhum bifão de filé mignon.

Quanto ao nome do prato, ficarei devendo, pois naquele dia ainda não estava definido.



Raspamos tudinho! Teve espaço para a sobremesa, mas ficarei devendo a foto. Provamos a ambrosia do João de Barro, feita com doce de leite.

Agradeço à Diana pelo convite e aos funcionários que nos demonstraram ótimo atendimento.


Endereço: Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1166 - Cacupé. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3335-6003
Horário de funcionamento: Das 19h às 01:30 (Domingo só almoço 12h/16h. Fecha segundas. Dezembro a maio: das 17h/01:30h).
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

João de Barro para falar de amor

Cotinuando a semana Veja comer & Beber SC 2012/2013 aqui no blog, o restaurante que falaremos hoje ganhou merecidamente o título de melhor ambiente para um jantar romântico, conforme as preferências do leitor. A Veja SC realizou uma pesquisa com 258 moradores de Florianópolis, Blumenau e Joinville, via e-mail por intermédio do Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Abril Mídia.

Eu concordo com a premiação, pois quando recebo e-mails ou perguntas sobre uma indicação de lugar romântico para comemorar alguma data especial, o João de Barro é o primeiro da minha lista.

A família argentina Lorenzo chegou à cidade na segunda metade da década de 70. Em 1990 comprou um belo terreno no alto do bairro Cacupé que inicialmente carregava a ideia de se transformar em uma pousada, porém, a paixão pela gastronomia levou à inauguração de um dos mais tradicionais restaurantes da cidade, em 1996.

A escolha do nome foi pensada para que caísse no gosto popular, mas que representasse em poucas palavras o espírito das pessoas que faziam com que a casa se transformasse a cada dia. Por que João de Barro? João de Barro é a ave símbolo da Argentina, mas comum em terra brasileiras, conhecida por construir seu lar nas alturas dia e noite, faça chuva, faça sol. Além de ser deveras trabalhador, o pássaro constrói seu lar de barro, unindo rusticidade e beleza.

Foi assim, com suor e dedicação que Gustavo e Diana conseguiram conquistar a confiança dos florianopolitanos. Com o falecimento do chefe da família, Gustavo Lorenzo no ano passado, é Diana e seus filhos quem comandam o restaurante.

O amor está por toda a parte: na decoração rústica com luz baixa, estampada nas paredes, nas letras das músicas e no cantinho do amor, um espaço reservado para apaixonados, na área externa do restaurante.




O momento mais esperado por quem vai jantar no João de Barro é quando os ponteiros do relógio indicam 10 horas da noite. Os garçons param, a luz é desligada e todos ficam em silêncio. Com o piscar de luzes vermelhas em broches de formato de coração, há uma homenagem emocionante a Florianópolis. Das caixas de som saem as melodias do "Rancho de amor à Ilha", do poeta Zininho (Claudio Alvim Barbosa). Há alguns anos atrás, depois desse momento eram soltados fogos de artifícios, mas por uma ordem judicial a ação teve que cessar. Uma pena... De qualquer forma, ainda existe uma surpresa para os clientes.

No início do mês de novembro reservei uma mesa para dois no restaurante. Não importa que dia da semana seja, sempre há movimento no João de Barro. Escolhemos o vinho da serra catarinense Sanjo Núbio Cabernet Sauvignon (R$61) para ser a bebida da noite, acompanhado de água sem gás (R$2,50). Vinho saboroso e aromático, com cheirinho de café, mas com gosto de frutas vermelhas.

Iniciamos com o delicioso couvert da casa composto de pães quentinhos, azeitonas verdes, caponata de berinjela, manteiga caseira, molho tártaro e de salmão. A apresentação é encantadora, com molhos servidos em potinhos sobre uma toalhinha vasada e pães em uma cesta de vime, no formato de um pato.




Tive que me controlar para não perder a fome só com as entradinhas. Enquanto aguardávamos nossos pedidos, aproveitamos o som ao vivo (couvert artístico R$5,45 p/p) dando goles de vinho.




Para a noite, lembrei-me do e-mail recebido da leitora Ana Fernandes e optei pelo Talharim João de Barro com filé mignon (R$58). Esse prato é único, especialidade da casa. O talharim é feito com massa de crepe, com creme de leite e gratinado com queijo parmesão. Pode ser acompanhado ou de filé mignon ao molho madeira, ou peito de frango.





O garçom sugeriu que eu pedisse meia porção, pois era um prato bem servido. Isto é verdade, porém, ele não sabia que uma pessoa tão pequena como eu (1,54m) poderia comer tão bem. Não quis ficar na dúvida, portanto meu pedido foi o prato inteiro, ainda bem. Sobrou um filé de carne, mas muito pouco da massa. Caso não tivesse comido o couvert, com certeza acabaria com o prato sozinha. Muito, muito, muito gostoso.

O problema do João de Barro é que o cardápio é extremamente interessante, o que torna difícil a escolha do que eleger como protagonistas da noite. Não sei como, mas Claudio abriu mão do Polvo à Galega e foi de Coelho ao Vinho do Porto, feito com vinho e ervas, acompanhado ou de creme de polenta ou purê de batatas (R$65).




A  carne estava macia e o molho dos melhores. O creme de polenta realmente não se equivale à polenta, tampouco polentina pronta. O creme é feito de forma artesanal pela casa e merece aqui o registro do elogio.

Um dos jantares mais bacanas que tive nesse ano saiu por R$217,14.

Se você quer surpreender alguém, continuo indicando o João de Barro como opção.


Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Higiene: ♥♥♥♥♥
Preço: $$$$$
Sabor: ♥♥♥♥♥


Endereço: Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1166 - Cacupé. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3335-6003
Horário de funcionamento: Das 19h às 01:30 (Domingo só almoço 12h/16h. Fecha segundas. Dezembro a maio: das 17h/01:30h).
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim