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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O aconchego do Artesano Pizza Bar - Lagoa da Conceição

Esta foi a segunda experiência que tive com o Artesano Pizza Bar. A primeira foi com tele-entrega de pizza em casa e esta, a segunda, uma visita ao Artesano da Lagoa da Conceição. O namorado, entretanto, bateu ponto por diversas vezes na outra unidade do Artesano, no Itacorubi. Já esteve para o jantar, mas frequentemente ia em busca do almoço que é servido: comidinha caseira, simples e gostosa servida em pratos de barro. Almoço ou jantar, do Itacorubi ou da Lagoa, não importa; a atmosfera de sossego do Artesano está presente em quaisquer das unidades ou situação, sendo o grande diferencial da casa.

Apesar da movimentação da Lagoa da Conceição, a pizzaria é uma casinha de pedra, um refúgio em meio ao verde. O clima é intimista, perfeito para um jantar a dois. Do lado de fora o clima é bastante agradável e fresco, mas optamos por mesas internas para fugir dos mosquitos.

O espumante Sinfonia Brut Rosé da vinícola catarinense Monte Agudo (R$54) foi quem refrescou a noite. Delícia borbulhante que chamou uma entrada diferenciada que só tem lá: Pizza Sushi (R$23). O nome pode parecer estranho, mas podem ficar tranquilos que não levar arroz japonês nem peixe cru. É, na verdade, uma pizza de massa bem fininha e recheada enrolada no formato de sushis, servida com molho tarê e apresentada à mesa com hashis (palitinhos). Uma entrada que além de divertida é bem gostosa. Escolhemos o sabor cogumelos, com shimeji e shitake refogados no shoyu com alho poró e mussarela de búfala. Coisinha bem boa. Eu poderia tranquilamente ficar só nos aperitivos, mas ir a uma pizzaria e não pedir pizza seria um erro.

Para dois, após uma entrada, creio que uma pizza média de 6 fatias seja suficiente. Escolhemos dois sabores: metade Cogumelos e metade Querida. A pizza Cogumelos (a la Gargamel), leva shimeji e shitake refogados no shoyu levemente cobertos com mussarela de búfala e orégano. Já, a Querida (recomendada para todos) leva molho Artesano, mussarela, presunto de parma, rúcula e parmesão ralado (R$54). Os dois sabores estavam ótimos e não consegui escolher o favorito, então, fico com ambos. A massa da pizza é bem fininha como gosto e coberta com bastante queijo.





Uma coisa é fato, pizzas tele-entrega nunca são a mesma coisa se consumidas assim que prontas e quentinhas. A pizza que comi no próprio Artesano deu um banho naquela que pedi em casa. Vários leitores já haviam me indicado as redondas do Artesano Pizza Bar e agora entendo o porquê. A pizza é saborosa e o melhor de tudo: leve. Gostei de tudo o que provei e certamente é uma indicação do Saboreando se tratando de pizzaria em Florianópolis, uma das melhores por aqui.



Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Preço:
Sabor: ♥♥♥♥♥


Artesano Pizza e Bar - Lagoa da Conceição
Endereço: Serv. das Palmeiras Nativas 123 - Lagoa da Conceição. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3236-0000​
Horário de funcionamento: Dterça a domingo a partir das 18:30h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Não

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sequência italiana ("rodízio") na Di Taroni Trattoria

Certamente este post está sendo esperado com furor para aqueles que acompanharam pelo nosso Instagram (@saboreandofloripa) e Fanpage a novidade que divulgamos: A Di Taroni Trattoria está com festival.




Antes de mais nada, vou apresentar a Di Taroni para aqueles que não a conhecem. A Di Taroni é uma trattoria que serve comida italiana deliciosa em Florianópolis. Está localizada na parte continente da cidade, logo no início de Coqueiros, mais precisamente em frente ao parque. Para estacionar é tranquilo, já que no Parque de Coqueiros tem estacionamento. O restaurante produz massas caseiras supergostosas e é conhecido por seus pratos fartos e cheios de molho. O ambiente é simples, como uma boa cantina deve ser, e cheio de aconchego. Sou suspeita a falar, pois quando penso em comida italiana em Floripa, a Di Taroni sempre está entre os primeiros pensamentos, tanto que já foi meu voto como jurada na Revista Veja Comer & Beber SC de melhor restaurante italiano da cidade e, inclusive, ganhou a disputa. Além de ser um bom restaurante, tenho um carinho a mais por esse local, pois foi o primeiro restaurante que meu namorado Cláudio me levou para jantar.

Ir à Di Taroni não precisa de pretexto, mas estivemos por lá na semana passada com um único objetivo. A novidade é que o restaurante está com "rodízio"! Antes de começarem a se organizar para conferirem a novidade, um aviso: o festival acontece apenas nas terças e quartas-feiras. Outra coisa que precisa ser dita: popularmente é chamado de "rodízio", mas na Di Taroni podemos chamar de festival ou, melhor ainda, de sequência, já que os pratos seguem uma sequência. No primeiro piso funciona normalmente o sistema à la carte, sendo no andar de cima a área para aqueles que buscam o festival.

Cláudio ficou morrendo de inveja que dessa vez o convite foi feito para minhas amigas. Nos acomodamos em uma mesa para seis e ouvimos as instruções de funcionamento da novidade da Di Taroni. São 2 (duas) entradas, 6 (seis) pratos e 1 (uma) sobremesa a R$38,50 por pessoa. Os pratos chegam à mesa à francesa em porções individuais. Não é possível repetir nenhum prato, mas acredito que você estará mais que satisfeito antes mesmo de chegar a sobremesa. 

Em seis meninas, bebemos três garrafas de vinho branco, sendo duas garrafas do argentino La Linda Chardonnay (R$62) e uma de Terranoble Sauvignon Blanc (R$49) que não é tão bom, mas não tinham mais o vinho anterior. 

Sempre que vou ao restaurante peço o couvert da casa. É uma delícia! Amo muito. Portanto, adorei que o couvert faz parte do esquema. Cestinha com diversos tipos de pães caseiros produzidos ali, com cobertura, recheados... juntamente com a melhor caponata de todas, manteiga cremosa, ricota com ervas, dessa vez também com saladinhas e azeitonas. Sempre preciso me policiar para não acabar com a fome logo com a entrada. Depois, cada uma recebeu uma bruschetta generosa.




A Polenta alla Pizzaiola dá início aos principais. Nem cheguei a comer toda a polenta cremosa com picadinho de filé mignon, molho grosso de pomodoro, mussarela de búfala e orégano, pois, apesar de parecer visualmente pequena, vem em bastante quantidade. Caprichei com mais queijo ralado e adorei essa polentinha. O próximo prato foi bem simples, spaghetti à bolonhesa. Como eu não gosto de carne moída, não me encheu os olhos.




Sem problemas, pois já sabia que na sequência viria um prato que adoro: Spaghetti Mafioso. Este foi eleito por todas como o melhor de todo o festival. É composto por spaghetti com camarão flambado no conhaque, creme de leite, gorgonzola e bechamel. O molho é de uma cremosidade só, suave e combina demais com camarão. Muito bom mesmo.



O próximo eu praticamente nem mexi no prato, pois já o conhecia e sabia que não gostava. Já falei aqui sobre o Filetto ao Pepe verde. Nós temos alguns amigos que amam esse prato (Amanda Sasso, Fena e Luisa...), mas não faz o meu estilo: filé mignon com ravioli de vitela e molho de pimenta verde com creme de leite e bechamel. Eu gosto de pimenta, acho que é imprescindível em qualquer prato salgado, mas não gosto quando fica marcante ao ponto de roubar o sabor de outros componentes. Como a pimenta é uma estrela no Filetto ao Pepe verde, não é de se espantar que eu não me dê bem com ele. Para mim é um prato superforte, daqueles que deixam a boca pegando fogo, mas, não foi consenso em nossa mesa. Mas, foi quase! Uma amiga (Fefê) não achou apimentado, não. Já, o resto concordou que aquele seria o momento exato para pedirmos o próximo vinho geladinho para dar uma avaliada.




Depois da massa apimentada, conheci um prato que nunca tinha provado e amei. Ficou na disputa acirrada com o "Mafioso" como o melhor da noite. Se fosse uma experiência à la carte, eu jamais teria provado o Tagliatelle alla Campagnola: peito de frango desfiado, tomate, champignon, funghi, creme de leite e bechamel. Peito de frango desfiado? Nunca pediria. Por sorte tive a felicidade de experimentá-lo na sequência italiana da Di Taroni. É parecido com um de meus favoritos (Spaghetti Montepulciano) e acho que bem fácil de agradar, pelo menos aqueles que gostam de cogumelos. Vale a pena deixar espacinho no estômago para o alla Campagnola, ok?




Todas já estávamos mais que satisfeitas quando chegou o último prato, um gnocchi com molho vermelho, rúcula e mussarela de búfala. Dei uma garfada só para dizer que experimentei, nada mais que isso. Achei sem graça, mas pode ser também porque não aguentava mais ver comida em minha frente...

Por fim, tiramisu de sobremesa. Em consenso achamos que a sobremesa poderia ser maior, porque veio uma fatia bem pequena. Não que estivéssemos com fome, longe disso! Mas, um docinho para encerrar uma refeição sempre vai bem, né? O mini-tiramisu veio coberto com chocolate e encerrou a nossa comilança.




Uma noite divertida, regada a vinho refrescante e mesa farta. Embora tenha valido a experiência e o preço excelente, prefiro ir à Di Taroni para consumir os pratos normalmente, à la carte. O sabor é diferente, mais saboroso, creio que por ficarem gratinando no forno e por virem com muito molho. Às vezes parecia que os pratos consumidos nessa ocasião nem eram os da Di Taroni, sabem? Não sei explicar, mas foi o que todas nós sentimos. No quesito sabor, todas escolhemos à la carte. O bacana da sequência é poder variar sabores, mas para quem já tem os seus preferidos, a escolha mais certeira seria optar pelo funcionamento normal mesmo, até porque por enquanto os pratos oferecidos na sequência italiana serão sempre os mesmos.

Quando forem ao restaurante, não se esqueçam de dizer que foi dica do Saboreando e depois nos contem aqui o que acharam, combinado?


Ambiente: ♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥
Preço: $$
Sabor: ♥♥♥


Di Taroni Trattoria
Endereço: Avenida Engenheiro Max de Souza, 730 - Coqueiros. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3249-2040 / 3240-2931
Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 19h às 24h. Sábado, domingo e feriado das 12h às 24h. 
Aceita cartão: Sim

Estacionamento: Não

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Anoitecer no Restaurante Chão Batido - Santo Antônio de Lisboa



Os dias quentes estão predominando em Florianópolis. Com temperaturas elevadas, a vontade de curtir momentos ao ar livre aumenta. E como não há hora nem lugar para ser feliz, fomos a Santo Antônio de Lisboa aproveitar o finalzinho da tarde em algum restaurante na orla. O eleito foi o Cantinho das Ostras, mas estava fechado. Segunda opção: Marisqueira Sintra, em busca de quentinhos bolinhos de bacalhau. Porém, chegamos lá e nos deparamos com o restaurante funcionando apenas no seu interior, sem mesas no deque que era o nosso objetivo. Além do mais, Cláudio indagou a um homem (funcionário? proprietário?) se teriam mesas disponíveis na área externa e ele foi grosseiro ao responder que não. Cruzes! Não tolero mau humor. Acabou que nos sentamos no deque do Restaurante Chão Batido.

Apesar de tradicional na cidade e fazer sucesso entre os turistas (pelo local), o Chão Batido não está na minha lista de favoritos. O considero mediano, tanto nos petiscos quanto pratos principais, e essa experiência veio para afirmar mais ainda o meu pensamento.

O ambiente é mais que agradável, em frente às águas calmas de Santo Antônio, além disso estava fresquinho. Estávamos em dois casais e para beber teve sucos (R$6), água (R$4) e duas cervejas (R$10). O primeiro pedido foi o de uma dúzia de ostras ao bafo (R$20,50) para matar o meu desejo. Quando chegaram à mesa, notamos que as ostras estavam molengas ainda, portanto quase cruas. Apesar de nascida na Ilha, não gosto de ostras ao natural. Acho o sabor forte demais e a textura, então, fico até arrepiada... Pedimos para deixarem mais um tempo na panela e só as degustamos quando retornaram da cozinha. Estavam miudinhas e não tão limpas como prefiro, mas não deixamos nem uma para contar história.

Terminadas as ostras, foi a vez do camarão à milanesa (R$44,50) que estava mais bonito do que gostoso. Até que estava bonzinho (para ruim não serviu), mas careceu sabor e além do óleo em excesso que fazia com que as casquinhas à milanesa se desprendessem do camarão, o que me faz dizer que o preço estava salgado para o que foi oferecido. #DicaSaboreando Lembro-me que os camarõezinhos ao alho e óleo foram boas pedidas em outras ocasiões.




Como somos da teoria de que "é melhor sobrar do que faltar", escolhemos dois pratos, mesmo a fome quase nula e o garçom tendo informado que os pratos eram bem servidos. Mas, sabem como é, né? O olho fala mais alto que a barriga. O primeiro eleito brilhava no cardápio com uma foto tão tentadora que nos deixou com água na boca: Côngrio à Pirangi. Côngrio grelhado em crosta de castanha de caju, servido com arroz cremoso e salada mista (R$95,50).




 Um prato belíssimo, com caju e castanhas para todo o lado. Odeio caju com todas as minhas forças devido ao seu aroma forte (principalmente o suco), então deixei de lado todas as rodelinhas da fruta que vieram sobre o peixe. A crosta de castanha estava bem coladinha e crocante e o tempero do côngrio suave até de mais, mas mesmo assim gostoso. O arroz idem, gostoso mas sem sal (tem como?). O que fiz foi dar uma caprichada a mais no sal e pronto. Estava bom e valeu a experiência, mas não pediria o Côngrio à Pirangi novamente. Teve um peixe com molho de manga e o "Catado de Siri"que também chamaram a minha atenção. 

O outro prato era bem mais leve para dar uma balanceada. Chama-se Sinfonia do Mar: frutos do mar com legumes refogados na manteiga (R$90). A apresentação desse prato também era bem bacana. Tinha lula, marisco, camarão e berbigão misturados a abobrinha, berinjela, cenoura, vagem, palmito e cheiro verde. Apesar da manteiga, achei um prato leve que combinou com o programa que estávamos fazendo, final de tarde em Santo Antônio. Para fechar ainda mais, caberia um vinho branco geladinho.






Ambiente: ♥♥♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥♥
Preço: $$$$
Sabor: ♥♥♥


Endereço: Rua XV de novembro, 103 - Santo Antônio de Lisboa. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3235-2186
Horário de funcionamento: Todos os dias do meio dia às 22h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O novo O Tao Sushi Bar - Delivery

Abrimos nossa privacidade quando revelamos a vocês o O Tao Sushi Bar. Brincadeiras à parte, mas verdade seja dita, o O Tao é muito nosso. Batíamos ponto naquele corredor pequenino para um lanchinho breve ou para retirar pedidos no balcão. Enquanto aguardávamos nossas encomendas serem feitas, bebíamos cerveja comprada no boteco ao lado, o Bar do Arroz. Assim, o texto está até ganhando um ar nostálgico de algo que fazíamos até dias atrás. O local merece ser divulgado e nós temos contribuído muito para isso (a quantidade de gente que passou a frequentá-lo após nossa dica é crescente), mas confesso que sinto aquele ciuminho possessivo, sabem? Como anunciamos previamente (em agosto) em nosso Instagram (@saboreandofloripa), o sushi bar logo ganharia um novo endereço. Passávamos sempre em frente, acompanhando cada passado dado na reforma.

Assim que inaugurou o novo O Tao, não perdemos tempo e lá fomos nós. O O Tao continua no mesmo bairro, Córrego Grande, em frente ao Posto de gasolina Germânia, ao lado da Nissan (onde funcionava antes um salão de estética). Há um pequeno estacionamento, com cerca de 4 vagas, mas é tranquilo de estacionar na rua lateral. 

O nosso sushi de todo dia não está mais com cara de tristonho. O ambiente está 100% melhor! O que mais me agradou foi o fato de não perderem a essência "roots" e simplicidade, nos deixando ainda com a sensação de que estamos no quintal da cada de um amigo, sem frescuras. Cadeiras e mesas de madeira simples e os mesmo quadrinhos divertidos e coloridos do antigo endereço vieram junto e estampam as paredes do novíssimo O Tao contribuindo para a sensação.




São dois andares com mesas, além de opção de balcão para aqueles que pretendem comer rapidinho. Escolhemos uma mesa no segundo piso e avaliamos o cardápio. O medo era que com o novo espaço, limpo, amplo e 100% melhor, o cardápio sofresse mudanças, pensando principalmente na questão do preço. Mas, não. Para a nossa alegria, os produtos e valores continuam sendo os mesmos. Continuam com o chamariz de temakis e uramakis a R$9,90.



Nessa primeira visita ao novo endereço, apenas eu estava com fome, o namorado com pouca, então dividimos um combinado de 24 peças (R$26,90) e mais um ceviche de peixe branco (R$8,90). Bebi água enquanto ele foi de cerveja.

O atendimento foi eficiente e ágil. Como o sushi bar está maior e conta com segundo andar, pensei que talvez pudessem demorar... Ainda bem que não, pois a fome estava apertando cada vez mais.

Primeiro recebemos o combinado de 24 peças. No cardápio constava na descrição: 8 uramaki filadélfia, 8 ura hotshake, 4 sashimis de salmão, 2 nigiris de peixe branco e 2 nigiris de salmão. Porém, nos deparamos com um combinado feito inteiramente de salmão. Como preferimos salmão à peixe branco, o engano foi oportuno.

A apresentação de todas as peças e do combinado por inteiro estava bacana. Reparem nos uramakis filadélfia a quantidade auspiciosa peixe vs. cream cheese. Os sashimis derretiam na boca e até os ura hotshake (uramakis recheados com salmão grelhado misturado com cream cheese, tarê e gergelim) fizeram bonito! Raramente comemos uramakis com essa "pasta" de salmão, por serem pouco saborosos e ainda por cima costumam ser secos, mas esses estavam muito bons. Primeira vez que aprovei um "uramaki hotshake". Tudo simples, mas muito gostoso.

Embora a excelente apresentação com um quê de sofisticação, o ceviche não brilhou. Escolhemos o ceviche de peixe branco marinado no limão com cebola roxa, azeite de oliva, cebolinha e pimenta. Faltou aquele gosto marcante de leite de tigre, característico de ceviches peruanos. O peixe pegou pouco gosto de limão e o que se destacou foi a pimenta. Não faríamos esse pedido novamente.




Dessa vez pulamos os hots, porque já estávamos satisfeitos. Algo que gostaria de indicar novamente a vocês são os temakis do O Tao. São muito gostosos! Alga crocante e sempre bem recheadinhos, sem enganações nas proporções de ingredientes. O de salmão poró (R$12,90) é o nosso favorito.

Por enquanto as novidades ficam apenas em torno do local. Para mim era a única coisa que precisava mudar mesmo, pois no mais, o O Tao é um sushi bar que costumo ir com frequência no meu dia-a-dia para matar a vontade repentina que me dá de peixe cru. Não é um restaurante formal para um jantar romântico, certamente, mas indico para quem quer comer bem sem ter que desembolsar muito por isso. Ainda não trabalham com sistema de festival e também não sei se um dia irão... Caso sim, podem crer que a novidade estará aqui no blog. Para a nossa comodidade, o O Tao continua com sistema de tele-entrega em Florianópolis, com um custo x benefício que vale a pena.


Ambiente: ♥♥♥
Atendimento: ♥♥♥♥
Preço: $
Sabor: ♥♥♥♥



Endereço: Rua João Pio Duarte Silva, 1842 - Córrego Grande. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3304-2050
Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 19h às 23:30h
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Sim

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Restaurante Sobradinho: Comida Brasileira em Coqueiros

Fico feliz da vida quando passo a conhecer um estabelecimento gastronômico que consiga verdadeiramente me surpreender. Não que eu seja "expert" em alguma coisa - aliás, até sou: sou boa de garfo -, mas quando vamos de bar em bar, de café em café, de restaurante em restaurante, acabamos conhecendo muitos sabores. Alguns ficam registrados na memória, outros sequer lembramos de como o prato nos foi apresentado. Uma das melhores coisas de ter um blog sobre experiências gastronômicas é que passamos a conhecer novos ares e sabores que até então nos eram desconhecidos. 

Em setembro deste ano, o Restaurante Sobradinho entrou em contato conosco. Contaram-nos que são leitores do Saboreando e nos parabenizaram pelas matérias e pelos "insights" que conseguimos transmitir aos empresários do ramo através de nossas publicações. Desde então viemos trocando mensagens e, finalmente, na semana passada conseguimos marcar uma data para conhecermos o restaurante. Fomos convidados pelos sócios-proprietários Tércio e Bruno a conhecer e nos encantar pelo Restaurante Sobradinho que está sob nova direção há cerca de 2 meses, mas, inaugurado em janeiro de 2005, localizado em frente à Praia de Itaguaçu, em Coqueiros.

Apesar de estarmos ampliando nossas experiências no continente de Florianópolis, nunca tínhamos visitado o Sobradinho, sequer sabíamos onde era o restaurante. O endereço é ao final da Rua Desembargador Pedro Silva, a rua da via gastronômica de Coqueiros.

A fachada estreita é simpática e sinaliza nas cores verde e amarela a especialidade da casa, comida brasileira. É preciso subir alguns degraus até encontrar um ambiente simples com vista bacanuda para o mar.



Escolhemos uma das mesas que nos proporcionava tanto admirar a vista quanto a prestigiar o cantor de MPB que foi um dos responsáveis para deixar a noite com clima gostoso e animado. Um som tranquilo, agradável para quem está comendo.

O Sobradinho é bar, é boteco, é restaurante. Digo isso pelo ambiente, pelo cardápio, pelo clima.... Escolha qualquer opção que desejar e aproveite. No nosso caso, estávamos para jantar, mas não em um ambiente cheio de formalidades, o clima era outro.

Escolhemos ir em uma quarta-feira à noite para conhecermos uma exclusividade do Sobradinho aqui na cidade: Rodízio de escondidinho. Participamos do rodízio, mas não deixamos de escolher pratos do cardápio à la carte para conhecermos mais profundamente o que o local tem a oferecer aos seus clientes.

O rodízio de escondidinho funciona como qualquer outro rodízio: Funcionários passam de mesa em mesa, dentre os participantes do esquema, com um sabor de escondidinho de cada vez. São 8 sabores: Legumes, frango, calabresa, bacalhau, bolonhesa, quatro queijos, camarão e carne de sol. O rodízio custa R$24,90 por pessoa e o cliente pode comer à vontade. Ocorre todas as quartas-feiras. Vale a pena, afinal, é uma oportunidade de conhecer vários sabores, sem medo de arriscar.




Provamos os sabores legume e bacalhau. A massa, por ser de ser de aipim, é leve e de sabor delicado, deixando o recheio brilhar. Ambos suaves, mas o preferido foi o de bacalhau. Indicamos o uso moderado da pimentinha que vem à mesa que é saborosa, mas merece ser despejada com cautela.

Enquanto Cláudio bebia sua cervejinha gelada (R$9 - 600ml), optei por um drink diferente, fui de Caipira Sobradinho (R$15). A bebida é inusitada, mas garanto que o sabor é muito bom e feminino: vodka, Yakult (sim, Yakult) e morango. É uma bebida doce e lembra sabem o quê? Um iogurtezinho de morango daqueles que a gente se lambuzava quando éramos criança.

Escolhemos o prato principal, mas resolvemos pedir também uma entradinha. Uma coisa que sou fissurada por são bolinhos. Sério, gente, eu vejo "bolinho" em algum cardápio de bar e logo é a minha opção. No Sobradinho tinham 5 variações de bolinhos e acreditam que fugi deles? Não por falta de vontade, mas é que tinha tanta coisa boa na parte de entradas e petiscos que eu quis inovar. O escolhido entre tantas delicinhas foi o caldinho de feijão (R$10,50).




Quando chegou à mesa, ficamos encantados com a apresentação da entrada. Em uma tábua curta de madeira, o caldinho de feijão servido em canequinha de barro, e potinhos com cheiro verde, pimenta e torresmo. Bem brasileiro e uma graça! De colher ou no bico, acabamos com o caldinho grosso de feijão. Mesmo quem não gosta de torresmo, por ser gordura pura (eu adoro), sugiro que coloquem torresminhos na caneca, só para soltarem um gostinho no caldo. Também gotas delicadas de pimenta para dar aquele toque de sabor a mais. É uma entradinha saborosa para qualquer época do ano, já que aquece mas também cai muitísismo bem com aquela cervejinha gelada.





Se soubéssemos do tamanho da porção do prato principal, nem pensaríamos em crescer os olhos para as entradas. Como gostamos de absolutamente todo o cardápio do Sobradinho, principalmente dos principais, deixamos a cargo do chef a escolha do que iríamos saborear. A indicação acatada foi o Gratinado do Sertão.

O Gratinado do Sertão, assim como demais pratos principais, é indicado para dois. Só não sei que duas pessoas seriam essas, Shrek e Fiona? Vai na #dicasaboreando que os pratos servem de três, quiçá quatro pessoas (com entrada, com certeza dá para quatro comerem bem), o que tornam os preços do restaurante acessíveis e baratos. Esse prato é uma delícia e impressiona assim que chega de tão bonitão que é. Em uma panela de barro, carne de sol desfiada, e gratinada com catupiry e queijo coalho; acompanha arroz branco e aipim frito (R$72,50). Novamente nos fisgou logo de cara pela bela apresentação cheia de brasilidade, seguindo a proposta do restaurante. Falando em brasilidade, vocês perceberam as louças? Sempre de acordo com o figurino: pratinhos marrons, madeira... Simplicidade que aqui, em conjunto com os sabores e apresentação, ganha ar temático que super nos agradou.






Acho que após a foto acima é redundante eu falar da cremosidade do Gratinado do Sertão, não é? Ele era exatamente assim, todo molhadinho e bem caprichado. A carne seca desfiada estava com textura ótima e saborosa, melhor ainda os cubinhos de queijo coalho por cima. Novamente, para mim, pitadas do molhinho de pimenta são imprescindíveis, pois acho que tudo tem a ver com os pratos do Sobradinho, pelo menos os que provamos nessa ocasião.

Apesar de ser acompanhamento, a porção mega generosa de aipim frito não atuou como mera coadjuvante. Brilhou bonito juntamente com o principal. Rasguei elogios por esse aipinzinho! Foi o melhor que já comi em bares/restaurantes, sabiam?

O resultado foi comilança sem limites e cerveja sempre gelada. Sobrou mais que a metade do prato e pecado seria deixar tanta gostosura sem dono, portando, garantimos o almoço do dia seguinte com um marmitex direto para a nossa casa. Certamente voltaremos para repetir a dose. Queremos na próxima visita levar a minha família para almoçarmos uma bela feijoada servida aos sábados, também ir com amigos para uma noite agradável com música ao vivo e petiscos, afinal, no cardápio do Sobradinho ainda há muito o que ser explorado.

Sempre quando vamos a um restaurante a convite da casa prestamos atenção no atendimento. Não apenas no que recebemos, afinal tende a ser sempre 100%, mas como funciona a abordagem nas demais mesas. O que vi foi uma funcionária simpática e bem humorada que prestou atendimento aos clientes comuns com a mesma qualidade e postura apresentada a nós, convidados. Parabéns, Renata, você foi dez. Continue assim. Bom atendimento é crucial para o sucesso de qualquer estabelecimento.

Novidades estão para chegar no restaurante, como deliciosos chopps Eisenbahn (opa!), novos petiscos, cardápio ampliado com opções de frutos do mar, sobremesas e algo que adoramos que são mesas na orla. Enquanto os aprimoramentos estão em andamento, ficamos no salão curtindo um sambinha ou uma MPB melodiosa com uma boa breja e comida brasileira. Assim a vida soa boa para todos nós.


Restaurante Sobradinho
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, 3130 - Coqueiros. Florianópolis/SC.
Telefone: (48) 3240-5109
Horário de funcionamento: De terça a sexta das 18:30h às 01h. Sábado e domingo das 11:30h às 15h e das 18:30h às 01h.
Aceita cartão: Sim
Estacionamento: Não